20 de Setembro de 2017
Opinião
Carlos Leite
Regionalização órfã e órfãos da regionalização

Joaquim Mota e Silva sugere a regionalização como solução para não arriscarmos o Minho como  um bando de mendigos à porta de Lisboa…concordo. Concordo também com o presidente da Câmara de  Celorico, que é nas redes interactivas com os centros universitários que pode residir o desenvolvimento desta Terra. No entanto parece-me que alem de apontar-mos uma estratégia que aposte nas energias alternativas e no património a explorar pelo turismo, é preciso mais. É preciso desenvolver uma cultura de intervenção no território, e apostar nas redes interactivas entre concelhos que tenham a mesma especificidade, de forma a acoplar interesses capazes de ter influência reivindicativa, dentro e fora da região formada. E aí sim, em vez da conexão ,teríamos capacidade decisora e independência na  acção, e mais, teríamos massa critica própria passível de se transformar numa marca diferenciadora. Teríamos os nossos centros de investigação, as nossas incubadoras de empresas, e quem sabe a nossa universidade para inventar a nossa criatividade e a inovação  das nossas especificidades.

 A regionalização irá aproximar o poder do palco de intervenção, mas temos que ambicionar uma influência fora da região, e catapultar o conjunto. Não nos podemos transformar em mendigos às portas de Braga, Porto ou Vila Real, vamo-nos tornar antes parceiros num esquema negocial que transcenda as divisões político administrativas.

Com a regionalização isto será mais fácil, mas não podemos ficar órfãos desta medida que já virá tarde. Temos por isso que apostar no nosso parque industrial, temos que unir internamente em feiras e eventos as nossas empresas, que estão de costas voltadas, e se estendem num registo de competição e não de cooperação, pois só assim estaremos prontos para o próximo passo. Quando desenvolvemos uma cultura de actuação, perceberemos que o exemplo tem que vir só de cima mas também de baixo, de norte de sul, de dentro e de fora, pois não seremos Celorico sem as Terras de Basto, não seremos Terras de Basto sem o Minho, nem Minho sem o Norte, nem Norte sem Portugal, e vice-versa.

Achou esta crónica interessante?
Comentários (0)




Anónimo:



opinião demarcada
Vídeo em Destaque
Este vídeo foi apresentado no oitavo aniversário da adbasto (Associação de Desenvolvimento Técnico-Profissional das Terras de Basto), e conta, visual e oralmente, a história desta associação.
Notícias
  • Últimas
  • + lidas
  • + comentadas
  • + votadas
edição impressa